Como evitar picadas de mosquito?

 In Animais de estimação, Cães

Além de incomodar e picar os nossos animais de companhia, os mosquitos são transmissores de Dirofilariose no cão. Trata-se de uma doença originada por um verme que afeta o sistema circulatório dos cães. O parasita adulto instala-se nas artérias pulmonares e no ventrículo direito do coração, onde pode viver até 7 anos.

As fêmeas adultas dão à luz larvas que vivem no sangue periférico, entre um a 3 anos, e que precisam passar pelo hospedeiro intermediário, no caso, o mosquito, para evoluir e poder transmitir a doença. Por outras palavras, sem mosquito não há doença. Ao sugar o sangue de um animal doente, o mosquito suga as larvas, que se desenvolvem dentro dele, num período de 10 a 30 dias, até atingir a fase infetante.

Mais tarde, quando o mosquito volta a alimentar-se de outro cão, a larva infectante passa pela boca do mosquito, atravessa a ferida que provoca a picada e assim migra até chegar ao sangue periférico e o ciclo recomeça. O mosquito atua como um reservatório porque permanece infectado durante toda a sua vida.

Habitat do mosquito

As áreas de rios ou cursos de água doce são o habitat preferido do mosquito. Por isso, não se esqueça de tomar medidas preventivas quando sair de férias ou passar alguns dias nesses locais.

O curso da doença costuma ser assintomático, ou seja, pode não se perceber. Mas, alguns dos sinais que pode notar no seu cão são: dificuldade em fazer exercício e ficar muito cansado no final, tosse, falta de ar, até mesmo insuficiência cardíaca e edema pulmonar. A gravidade da doença depende de três coisas; relação hospedeiro (cão), parasita (filaria), número de parasitas e duração da infecção.

Se morar em regiões com cursos de água ou as visitar com frequência, tente evitar que os mosquitos piquem o seu cão, para isso existem vários produtos, tais como pipetas que devem ser prescritos pelo seu veterinário. Existem também outros fármacos que ajudam a evitar que, caso o seu animal tenha sido picado, o ciclo se complete e, assim, desenvolva a doença. Procure não deixar os animais dormirem a céu aberto, se possível, seque as poças e elimine os recipientes que acumulam água para evitar a reprodução dos mosquitos.

A frequência com que podemos realizar o teste para detetar a presença do parasita também pode ser estabelecida em conjunto com o seu veterinário. Não é um procedimento complicado nem incómodo para o seu animal e o resultado pode ser obtido rapidamente.

Facto: os gatos também podem ser afetados. A diferença é que têm menos vermes adultos do que os cães, porque os vermes amadurecem mais lentamente, e tendem a ter menos larvas infeciosas que evoluem para adultos, sendo que o tempo de vida é mais curto.

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