Calor, pulgas, carraças e mosquitos

 In Animais de estimação, Cães

Se tem como companhia um cão ou um gato, atenção: o verão é a estação do ano em que as carraças e as pulgas são mais comuns. Isso porque, com as altas temperaturas, os parasitas externos reproduzem-se mais. E como podemos evitar este problema? Leia tudo no nosso blog.

As pulgas e as carraças são os parasitas externos mais comuns nos nossos cães e gatos. E, para que os nossos animais de companhia estejam protegidos, não só no verão, mas em todos os meses do ano, o ideal é usar desparasitantes externos – em forma de pipeta, spray ou coleira. Em caso de dúvida, consulte sempre o seu médico veterinário.

Carraças

São um dos grandes perigos que despoletam com as temperaturas amenas e altas. As carraças encontram-se em diversos locais, tais como arbustos e vegetação, em zonas florestadas, na relva e em ervas altas dos campos, parques e jardins, sempre à espreita de que passe um possível hospedeiro (cão ou gato). Por isso, para que passeie livremente com o seu cão – e deixe o seu gatinho à vontade – desfrutando da vida ao ar livre, o recomendável – para o bem de todos – é que estes estejam protegidos.

Em Portugal, como noutras partes do mundo, as carraças são portadoras de Babesia (um protozoário que causa a piroplasmose ou babesiose), Borrelia (uma bactéria que causa a doença de Lyme), Ehrlichia (uma riquétsia que causa ehrlichiose) e outros organismos, que podem representar sérias ameaças aos cães e aos seres humanos. Estes parasitas podem causar infeções vulgarmente conhecidas como “febre da carraça”, podendo ainda causar irritação ou infeção no local onde se fixam à pele.

Pulgas

As pulgas são os parasitas externos mais comuns em cães e gatos. Existem mais de 2000 espécies de pulgas que podem infetar mamíferos e aves. Os cães são muito frequentemente colonizados pela Ctenocephalides felis (pulga felina), em raros casos pela Ctenocephalides canis (pulga canina) e ocasionalmente pelas espécies Pulex irritans e Pulex simulans (pulga humana), além das Echidnophaga gallinacea (pulga dos frangos) e Archaeopsylla erinacei (pulga do ouriço).

Na maioria das vezes, as pulgas são trazidas para dentro de casa pelo nosso animal, que esteve exposto a outros animais infestados ou a num ambiente infestado. Por isso, é importante eliminar rapidamente estes parasitas antes que estes completem o seu ciclo de vida e se desenvolva uma infestação.

Quando as pulgas picam os animais para se alimentarem, segregam uma substância salivar irritante e alérgica, que causa comichão intensa. Animais mais sensíveis a essa substância podem desenvolver Dermatite Alérgica à Picada de Pulga (DAAP).

Picada de Mosquito

Dirofilaria

Este parasita é considerado um risco para cães, gatos, animais exóticos e também, mas muito raramente, para o Homem. A dirofilariose é uma doença provocada pelo parasita Dirofilaria. Estes parasitas, quando atingem o estadio adulto, podem medir até 30 cm de comprimento e alojam-se, frequentemente, na artéria pulmonar (coração) sendo por isso comummente chamados de “heartworm” (Dirofilaria immitis).

A prevenção da picada do mosquito, através da aplicação mensal de desparasitantes externos em pipeta, ou através da utilização de coleiras, ambos com ação repelente, está recomendada, especialmente em zonas endémicas.

Leishmania Infantum

A leishmaniose é uma patologia causada pelo parasita Leishmania Infantum. A transmissão ocorre através da picada de mosquito phlebotomus infestado com o parasita.

A doença provoca lesões a nível cutâneo, mucocutâneo e, em alguns casos, a nível visceral. O cão é reservatório primário da doença e o homem pode ser hospedeiro acidental. Portugal é uma das principais zonas endémicas de Leishmaniose na Europa.

Além da utilização de desparasitantes, a vacina contra a leishmaniose confere uma proteção extra e a sua administração deve ser ponderada principalmente em animais que vivem em zonas endémicas da doença.

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